TRAVESSEIROS DE SEDA DE CACTO
A seda de cacto — frequentemente chamada de seda sabra — é uma fibra vegetal de textura rica, colhida do cacto agave. Enraizada na tradição marroquina, especialmente na região de Fez, este tecido é tecido à mão por artesãos berberes que aprimoraram suas técnicas ao longo de gerações. Da extração das fibras à fiação e tecelagem, cada etapa é feita à mão, com cuidado e propósito.
Usada em lares marroquinos há séculos, a seda de cacto aparece em tudo, de travesseiros a tapetes e xales. Os designs são tipicamente geométricos ou tribais, com cada padrão ecoando símbolos profundamente ligados à cultura e espiritualidade do norte da África.
Os motivos não são aleatórios — eles carregam significado, e muitos acreditam que:
Afaste a energia negativa
Atraia sorte e paz interior
Faça a ponte entre os reinos material e espiritual
Cada símbolo conta uma história, moldada pela herança, região ou tribo do artesão. Esses designs não são apenas belos — são memórias culturais tornadas visíveis, conectando natureza, espírito e tradição por meio do artesanato.
SUSTENTABILIDADE
Apesar do toque sedoso, a seda de cacto não vem do bicho-da-seda. Ela é feita inteiramente de folhas de agave — fiadas em fibras macias e duráveis. É uma alternativa natural e ecologicamente correta, tão ética quanto elegante.
O processo utiliza o que a terra oferece, sem causar danos. As tradições locais são preservadas e não há dois tecidos iguais — cada peça é um artefato cultural, criado lentamente e com propósito.
Os corantes naturais também desempenham um papel fundamental. Pigmentos provenientes de plantas, minerais e outros materiais orgânicos substituem produtos químicos sintéticos. Isso mantém o tecido e o meio ambiente limpos, ao mesmo tempo que confere a cada peça uma cor rica e duradoura.
Dos banhos de tingimento às estampas aplicadas à mão, cada detalhe é feito à moda antiga — à mão. É essa dedicação ao processo tradicional que torna cada almofada, tapete ou xale único.
A seda de cacto não é apenas um tecido — é uma celebração silenciosa do equilíbrio: entre beleza e ética, história e inovação, o feito à mão e o significativo.